terça-feira, 30 de setembro de 2014

O direito á vida

O direito á vida


Observando as manifestações realizadas à favor do aborto, verificamos uma total inversão de valores.
Mulheres bradando que tem direito á liberdade e ao livre arbítrio sobre seus corpos.
O mais interessante disso tudo, é que todas as pessoas que são favoráveis ao aborto, estão vivas!
Vivas porque suas mães não praticaram o aborto.
Mesmo com a implantação na grade curricular das Escolas, de aulas de Educação Sexual, com a distribuição gratuita de preservativos nos Postos de Saúde e em outros locais, cresceu absurdamente os casos de abortos, principalmente os clandestinos, feitos de maneira ilegal e perigosa. Nos últimos dias, casos gravíssimos onde a prática do aborto, levou algumas mulheres á óbito.
 No caso mais recente divulgado, uma mulher casada, mãe, e com o total apoio e conhecimento do marido, foi até uma clínica clandestina para a interrupção da gravidez. Durante o procedimento, teve órgãos vitais perfurados, foi a óbito, e seu corpo desovado em um local qualquer.
Pronto. Isso bastou para que defensores da prática abortiva pipocassem em redes sociais, opiniões à favor da legalização do aborto.
Mas que raios de inversão é essa?
Não seria mais ético e mais humano, prevenir a gravidez?
Não seria mais coerente usar preservativos, que além de evitar a gravidez, previne doenças?
O Brasil já sofre com o serviço gratuito de saúde, com falta de médicos, com falta de leitos, com a falta de remédios, com o sucateamento dos hospitais públicos.
Vamos jogar mais essa “bomba” nas redes públicas e aumentar o caos?
Bradam pelo direito ao aborto gratuíto as mulheres de baixa renda, nas redes do SUS.
Mas sabe quem pagará a conta, mesmo sendo contra o aborto? 
Eu e você!
De quem seria a culpa no fracasso à prevenção da gravidez?
Culpa dos programas governamentais, na distribuição dos preservativos, falha das Escolas, que não estão preparando os adolescentes adequadamente, nas aulas de Educação Sexual?
E o papel da família?
A educação, a ética, o cerne do caráter dos jovens, tem que vir da base famíliar.
Mulheres que bradam aos gritos, para terem direito de mandar em seus corpos, assumam seus atos, e dêem á um ser indefeso, o direito de nascer!


Marlise Julião







quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O amor ao alcance de um clique...







Dentre as muitas faces do amor moderno, sem duvida, as que mais se destacaram, cresceram  e ganharam adeptos, foram os namoros atravès das redes sociais.
Pipocaram sites de relacionamentos, onde com um simples clique, voce encontra o amor de sua vida. 
Mas que maravilha!!! Bingo!
Grande visionário, criatura geniosa, quem reinventou  a maneira de amar, que consegue fazer, o que nem Santo Antonio, macumba, ou seja la a mandinga que for, desencalhar moçoilas sofredoras, que ha décadas esperavam por "príncipes" encantados.
Maravilhas tecnologicas, como o photoshop, maquinas digitais, celulares de ultima geraçâo, tomaram o lugar de velas, terços e simpatias.
 Quando acessamos estes sites de relacionamentos, vemos perfis, com mocinhas,senhoras e pasmem, até homens fazendo biquinho, olhinhos sonhadores, em fotografias tiradas nos mais diversos angulos, e que deixam até um celibatário e moças recatadas com a cabeça nas nuvens.
 Ora pois, Santo Antonio agradece o sossego, e se livra de ficar dias de pernas pro ar.
Porem, na contramão dessa moderna forma de amar, descobriu-se um problema ainda maior que mocinhas encalhadas e seres solitários.
Traiçoes cibernéticas escancaradas perambulam pelas fibras óticas mundias,  desnudando perversões reprimidas a séculos.
Casamentos acabados, famílias desestruturadas, sem falar nos pervertidos.
Sofremos um pandemônio de emoções e pagamos altíssimos preços por essa prazeirosa banalização do amor.
O “Eu te amo”, virou clichê barato, propagado aos quatro ventos.
Não nos sentimos a vontade para dizer  “eu te amo” para pessoas de carne e osso, como nossos irmãos , pais e amigos, mas dizemos “eu te amo” para pessoas que vemos através de gélidos monitores de 17 polegadas.
Sem parecer nostálgica ou démodé, ou tampouco entregar a idade de ninguém, mas que saudade das cartinhas perfumadas, dos platônicos e sofridos amores, que demoravam anos a serem declarados, mas que vinham acompanhados de uma emoção avassaladora.
Que me perdoem os moderninhos mas, olho no olho , mãos tremulas e coração palpitando, ainda é o melhor jeito de amar...


Marlise Julião

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Mulheres na politica ...






Somos mais de 51% da população do Brasil e representamos 52% do eleitorado que legitima, democraticamente, cada legislatura de nosso Congresso Nacional, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral.
Ao longo da história, sempre lutamos pelo direito de educação, de voto, e de trabalho remunerado das mulheres. Sempre fomos protagonistas na construção da nação. No entanto, nossa presença no parlamento brasileiro não segue a mesma proporção de nossa atuação. Temos apenas 8,77% dos 513 mandatos que constituem a Câmara dos Deputados e em 180 anos, jamais uma mulher foi titular de cargo na Mesa Diretora dos Deputados ou Senado Federal.
A mulher contemporânea acumula muitas responsabilidades, as tarefas domésticas com a jornada de trabalho restringem sua participação à ação política. Muitas pessoas afirmam que nós já temos nosso espaço constituído na sociedade, no entanto, quando nos confrontamos com todos esses fatores, percebemos que ainda temos muito que avançar para que exista, de fato, igualdade de oportunidades entre os sexos.
Aconteceu no ano de 2007 a II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres.
Durante todo o primeiro semestre do ano passado, aconteceram também, conferências municipais e estaduais que chamaram as mulheres a debaterem sua posição na sociedade, elencando suas demandas e formulando ações para as mudanças sociais necessárias para melhorar a vida delas.
Nunca antes este tema fora tão debatido pela sociedade civil, e percebido como essencial para erradicar a pobreza e a desigualdade social.
Somos 42% do mercado de trabalho, e responsáveis por cerca de 1/3 do sustento das famílias brasileiras. No entanto, sofremos o maior número de desemprego e de desvalorização do salário.
Por isso, garantir o acesso das mulheres aos espaços de decisão dos rumos de nosso país e de seu desenvolvimento, é garantir a democracia e o pleno exercício da cidadania.
A inclusão das mulheres deve se dar a partir de uma maior participação ao poder legislativo, no entanto as formas de participação direta da sociedade, como as conferências nacionais, são importantes espaços de nossa inserção e de debate de nossas demandas, pois, nelas a população identifica e produz as políticas necessárias para as mudanças sociais.
Este é um ano de eleições, mais uma vez estaremos protagonizando espaços importantes neste debate. No entanto, esperamos que diferentemente do passado, possamos nos mobilizar e construir um projeto que transforme a nossa realidade e consiga, em um futuro não muito longínquo, incluir de forma efetiva as mulheres nos espaços de poder de nosso país.....

sexta-feira, 7 de março de 2014

Todo dia é Dia Internacional da Mulher Guerreira ....




Todo dia é Dia Internacional da Mulher Guerreira ....

Era uma vez um mundo onde as mulheres sempre se sentiam inferiores aos homens, e então elas lutaram...
Lutou Madre Teresa de Calcutá, com sua doçura, com sua dignidade, com sua majestosa vontade de cuidar dos mais humildes.
Lutou Zilda Arns, pelos fracos e oprimidos, lutou para devolver a vontade de viver , aos que mais necessitavam.
Lutou Maria Bonita, que ao lado de Lampiao, revolucionou o cerrado...
Lutou Joana Darc, contra exércitos inteiros, usando apenas sua espada e suas visões divinas.
Lutou Anita Garibaldi, lutou por amor, com seu amor, lutou por seus ideais.
Lutou princesa Isabel, contra escravagistas a favor da liberdade.
Lutou Lady Daiana contra a opressão majestosa da sociedade britânica .
Lutou Leila Diniz, pelo direito a liberdade de expressão.
Lutaram as Marias e Clarices, todos os dias, madrugando para pegar ônibus e enfrentrar quase dez horas de jornada de trabalho.
Lutam as enfermeiras, as garis, as donas de casa, as médicas, as faxineiras, as domésticas, as pedreiras, as professoras, as empresarias, as motoristas de ônibus, as costureiras, as advogadas, as mães ...
Lutaram por um mundo de igualdades, onde elas não precisariam ser submissas, lutaram para terem voz, lutaram para serem ouvidas, lutaram por equiparação salarial, lutaram pelo direito de mandar no próprio corpo, lutaram pelo direito de serem chefes de família, sem uma presença masculina, lutaram pelo direito de poder escolher uma profissão, onde antes somente homens ousavam pisar...
Todas juntas, lutaram pelo fim da violência contra a mulher, lutaram pelo direito de dizer não, sem levar uma surra por isso.
Lutaram pelo direito ao voto, lutaram pelo direito a se candidatar a cargos dominados pelos barbudos, lutaram pelo direito de assumir seus relacionamentos alternativos, lutaram pelo direito a presença onde antes era simplesmente inadimissivel .
Algumas se tornaram símbolos desta luta.
Algumas se tornaram até presidentes.
Muitas se desvirtuaram, se perderam no caminho...
Algumas entenderam errado o sentido da palavra liberdade, e acabaram virando reféns.
Reféns da ignorância , reféns da vulgarização dos corpos, reféns do toma-la-da-ca, reféns da vaidade, reféns da sexualidade exacerbida...
Perdemos todas nós mulheres, que levamos anos e anos, pra conquistar alguns direitos, que levamos anos e anos para podermos andar de cabeça erguida e dizer, eiiii, nós estamos aqui, somos capazes, somos seres humanos, temos os mesmos direitos, não estamos aqui apenas para procriar, satisfazer os desejos masculinos, esfolar a barriga no fogão.
Temos capacidade, temos a força de constituir família, temos a força de gerar vidas, temos a força, de continuar levantando a cada rasteira da vida ...
Temos força até para superar o preconceito...

A cobrança que paira sobre mães e esposas é muito grande, sem falar que , quando se vê obrigada a trabalhar fora para ajudar seus companheiros no orçamento, ficam divididas entre o papel de mãe, e o de trabalhadora.

E como fica o lado feminino da mulher, que tem que estar sempre linda ,cheirosa, bem humorada, com disposição e arrumada para seu amor?

O lado afetivo sempre é o mais afetado, nem todos os companheiros são compreensivos e nem todos aceitam dividir tarefas, tanto assumindo um compromisso maior na educação dos filhos , quanto tentando entender o quão difícil é a jornada dupla, ou até tripla, da mulher…

A princesa cresceu, e no lugar de sapatinhos de cristal ela usa sapatos de segurança...

Marlise Julião 
®  

sábado, 1 de março de 2014

Carnaval

Vejo a correria nas escolas de samba…
Escuto o rufar dos tambores, repiques e atabaques...
Vejo o sorriso estampado no rosto de cariocas e baianos, ansiosos e radiantes.
Vejo rainhas de baterias… 
Vejo o brilho das fantasias...
Escuto Negui
nho da Beija Flor:” Olha o Carnaval aí gente !!”
Meu sangue ferve...
Meus sentidos se aguçam, minha pele arrepia, meus pés se agitam…
Meu sangue brasileiro…
Meus sentidos atrelados a meus antepassados...
Minha pele da cor do Brasil, meus pés que me guiam …
Do fundo de minha alma pagã, brota um desejo incontrolável de cair no samba…
Me acabar em quatro dias de pura magia, emoção e frenesi…
Meu coração bate no compasso de um surdo, sinto cada nota…
Meu olhar se volta para Recife, vejo Alceu Valença descendo as ladeiras, o frevo ferve, o povo se entrega !!
O sol a pino, dá mais brilho ao espetáculo, noite e dia, ruelas cheias e o povo a extravasar...
Lindas morenas, loiras, ruivas… parecem não ter ossos !!
Requebram freneticamente com suas sombrinhas coloridas deixando turistas desavisados de boca aberta.
Até a fria São Paulo, sizuda, com sua paisagem cinzenta se rendeu ao Carnaval, lindos desfiles, lindas mulheres .
Sob a garoa desfilam imponentes as ricas escolas de samba paulistas.
Agora vejo a Bahia... Ivete Sangalo, soberana emana sua luz e incendeia Salvador…Carlinhos Brown e sua Timbalada, Claudia Leitte, Chiclete com Banana, Netinho...
Vejo o lindo mar azul e branco dos filhos de Gandhi, me orgulho da fé e do amor que transborda em cada olhar, em cada integrante…

Escuto o apito do mestre da bateria ... é meu despertador...

Acordo e olho ao meu redor, era apenas um sonho, estou aqui, do outro lado do país, onde a magia ainda não contagia, onde trabalho é palavra de ordem... Enquanto em uma parte do pais pula-se sem parar, nós aqui trabalhamos sem descanso.

Somos obrigados a nos sujeitar a bancos fechados, assim como escolas e repartições publicas. Contas, compromissos que se danem, por que levar a vida tão a sério, afinal é Carnaval...

Um pais que quer ser levado a sério, deveria começar a se comportar como um pais sério.

Enquanto a maioria samba, nós aqui dançamos, literalmente...

Bom Carnaval á todos.

Marlise Julião

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Não sei se caso ou compro uma bicicleta...

Pensando bem, vou comprar a bicicleta, a manutenção é mais em conta! 
Só encher bem os pneus, passar uma graxa nos rolamentos...já casar, a manutenção é mais complicada, vou precisar de várias doses de paciência, muitos analgésicos, um tapa-olho para não enxergar tudo, uma cara de paisagem para cada dia do ano. 
Sem falar que a concorrência joga sujo, se utilizando de métodos escusos... 
A bicicleta pelo menos me leva para dar umas voltas e ainda por cima ajuda a queimar calorias... 
Tudo bem que no inverno não vou poder dormir de conchinha com a bicicleta, mas enfim, nada é perfeito...





Marlise Julião

domingo, 2 de junho de 2013

Foi-se o tempo em que bolsa, era apenas um adorado acessório feminino...







Foi-se o tempo em que bolsa, era apenas um adorado acessório feminino.


De tempos pra cá, virou objeto marqueteiro, eleitoreiro e cabide de parasitas espertalhões, que vivem nas entranhas desta terra abençoada por Deus e depenada pelos usuários das bolsas.
 Seguindo a linha da coleção de bolsas lançadas pelos estilistas governamentais, Bolsa Familia, Bolsa Crack, Bolsa Gás, Bolsa Cultura, ficamos no aguardo da Bolsa Salve-se quem Puder. Desde o primeiro lançamento, é público e notório os desvios feitos nos programas sociais do governo. Essa maneira totalmente errada, de “dar” o que comer, ao invés de ensinar como conseguir o que comer, tornam o povo dependente.
 Ao invés de usar do artifício de conquistar os menos favorecidos com esta verdadeira fábrica de bolsas, porque não é investido mais em educação e em cursos profissionalizantes, preparando os jovens e a mão de obra ociosa, que sobrevive as custas destes programas sociais. Sobram vagas nas empresas e nos setores de serviços, basta o sujeito ter um pouco de boa vontade e incentivo  na hora de profissionalizar-se.  
Antes, muito antes do lançamento destas bolsas, muito antes do lançamento do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) tínhamos jovens com sede de aprender uma profissão, com sede de empreendedorismo, sede  de formação acadêmica para obter melhores salários e qualidade de vida. 
Jovens que antes podiam trabalhar, agora são obrigados a ficarem na ociosidade. Leis estranhas, que permitem que um jovem de 16 anos, tenha discernimento para escolher seu presidente e seus representantes no senado, mas não permite que o mesmo jovem, possa trabalhar ou seja responsabilizado criminalmente. 
 Visão errônea, de quem ditou tais leis, que pune os pais que tentam educar seus filhos, educar através do trabalho e através do assumir responsabilidades. Gerações passadas, criadas na base do pulso firme, na época da varinha, não a varinha mágica que transforma bolsas em votos, mas a varinha que impunha respeito, a varinha dos pais, haja dito que: a criança que levava umas varadas dos pais, no futuro, jamais apanharia da polícia.
 Não estamos defendendo a violência, estamos defendendo a volta do bom senso, a volta da autoridade dos pais sobre os filhos. Sabemos de casos de extrema miséria que assola algumas regiões do país. Sabemos das mazelas escondidas nas sombras da caatinga. Mas sabemos também, que não é “dando de bandeja” que o povo alcançará a bonança. 
Não é através de bolsas que vamos curar a pobreza de espírito e de dignidade de um povo, não é através de bolsas, que vamos diminuir o consumo de drogas, tampouco não será através de bolsas, que teremos êxito sobre o fim da miséria, mas sim através de muito trabalho, suor e vontade.

Marlise Julião

Sexo é bom....Sexo com amor ,melhor ainda .....

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