domingo, 19 de dezembro de 2010

Ainda te espero .....




Sabe, acho que a idade vai chegando, e com a

maturidade já temos como prioridade outras coisas...

A vida profissional, a monografia de final de curso, as

contas a pagar e...

O amor da sua vida! Ficamos sempre nos

perguntando "quando será que vai chegar?"

E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na

dúvida "será que é ele(a)?".

Cada namorado(a) sempre é o homem (mulher) da sua vida.

Fazem planos, escolhem o nome dos filhos, o lugar da

lua-de-mel e, de repente...PLAFT! Como num passe de

mágica ele desaparece, te fazendo criar ainda mais

expectativas a respeito "do próximo".

Você percebe que cair na guerra quando se termina um

namoro é muito natural, mas que já não dura mais de

três meses.

Sim, não negue, você está sempre "à procura".

Claro, porque nessas alturas, só há duas hipóteses (e

todo mundo já passou pelas duas!): Ou você está

sofrendo como uma condenada por alguém que já te baniu

(e o pior é quando vem com aquele papo de "carinho

enorme", "maior consideração", "seremos amigos", que dá

vontade de se jogar do 22º andar), ou é você quem está

tentando se livrar daquela coisa apaixonada que não

para de ligar pro seu celular.

Em todo caso, a fila está andando e você precisa olhar

ao seu redor. Também não precisa ser tão "ao redor"

assim.

Ao invés da sua quadra, da faculdade, da galera da

Igreja, dos amigos do seu primo ou do primo da sua

amiga, também é preciso aumentar seu círculo de

amizades e ver quantas pessoas legais você ainda tem a

conhecer.

É impressionante: As baladas, os shows, as viagens já

não são mais "points" de guerra, você já não olha pra

todos os gatinhos da festa e já não tem mais vontade de

beijar todos.

Agora, você queria mesmo é que viesse o cara formado,

trabalhador, bem resolvido, inteligentíssimo, com

aquele papo que te deixa sentada no bar o resto da

noite.

No fundo, você daria tudo pra estar de novo com aquela

pessoa que conhece sua mãe, que cuida de você quando

está doente, que não reclama em trocar aquele churrasco da

galera pelo aniversário da sua avó, e se diverte como uma criança, que te

oferece uma música romântica que você vai lembrar pro

resto da vida, que sorri de felicidade quando te olha,

mesmo quando os dois estão de shorts, camiseta e

chinelo e o seu cabelo tá com aquele nó horroroso que

ele faz de conta que nem nota... e, por último, que te

diz que você está linda naquele vestido de gala da

formatura, tanto quanto naquele pijama de algodão,

quando acabou de acordar, com aquela cara inchada e o

cabelo "puf".Tá bom, tá bom... não precisa

ser "aquele", mas bem que você podia encontrar outro

rapidinho.A "guerra" já não é mais liberdade, diversão,

pra você ficar com todos sem compromisso, sair sem dar

satisfação, curtir as amigas, tirar um tempo pra

você... e aquele monte de desculpas esfarrapadas que a

gente vive inventando.

Na verdade, não passa de uma procura incessante e uma

seleção semanal.

Sim senhora, não negue que cada novo "ficante" já se torna

uma possibilidade de namoro (pra você, é claro!), e é

aí que mora o problema...

Enquanto você dorme pensando nele, gruda no telefone no

dia seguinte e passa horas decidindo se deve ligar ou

não... Eles não estão com a mesma preocupação... São

meses sem dar sorte... Um acabou um relacionamento

longo e ainda está com a famosa "síndrome da ex-

namorada" (vai ficar pelo menos um ano sem saber o

significado da palavra "namoro"), e o outro fica de

ligar e não liga, ou resolve aparecer quando "dá na

telha", todos os amigos estão namorando, viajando, sei

lá... e a última saída é procurar um nome na agenda do

telefone.

Tudo bem, enquanto tiver maquiagem e perfume, vamos à

luta...

E haja dinheiro pra manter presença em todos os eventos

da cidade...

Churrasco, festinha, boates desde quinta-

feira (que aliás é o melhor dia!), praia aos domingos...

sem contar com a sua diversidade, que vai do forró ao

pagode, sem contar com os shows de música baiana,

passando até (às vezes!) pelo techno das raves. Mas

agora é diferente!

O tempo passa e o melhor mesmo é se divertir com as

amigas, rir até doer a barriga, fazer aqueles passinhos

bregas de antigamente e curtir o som...

Olhar pro teto, cantar bem alto aquela música que você

adora e, no final da festa, tirar as sandálias, sem se

importar com quem está olhando.

Um belo dia, você deita a cabeça no travesseiro, pensa

por umas duas horas, chora, reza, ri sozinha e chega à

conclusão... Pra ser feliz com uma outra pessoa, você

precisa, em primeiro lugar, não precisar dela! Ninguém

é auto-suficiente, mas já é o bastante.

Jogue as velhas lembranças no lixo e se convença de uma

vez que se aquele cara que você ama (ou acha que ama)

não quer nada com você é porque ele não é mesmo o homem

da sua vida.

Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e,

principalmente, a gostar de quem também gosta de você...


Marlise

3 comentários:

  1. E nesses dias que antecederam o Natal, eu fui limpar a casa e coloquei no canal da Net de música e selecionei anos 70 e 80, dancei com o pano de tirar pó, cantei, e estava descalça e feliz.
    Devia ser assim mais vezes para então como no texto,a tal alma gêmea chegue.
    Será?
    Beijos, adorei o texto!

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  2. Ahhh... como pode traduzir tão perfeitamente sentimentos e situações? Lindo!

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  3. Obrigada meninas, muito bom ver vocês por aqui ...

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