sábado, 9 de março de 2013

Todo dia é Dia Internacional da Mulher Guerreira ....






Era uma vez um mundo onde as mulheres sempre se sentiam inferiores aos homens, e então elas lutaram...


Lutou Madre Teresa de Calcuta, com sua doçura, com sua dignidade, com sua majestosa vontade de cuidar dos mais humildes.
Lutou Zilda Arns, pelos fracos e oprimidos, lutou para devolver a vontade de viver , aos que mais necessitavam.
Lutou Maria Bonita, que ao lado de Lampiao, revolucionou o cerrado...
Lutou Joana Darc, contra exércitos inteiros, usando apenas sua espada e suas visões divinas.
 Lutou Anita Garibaldi, lutou por amor, com seu amor, lutou por seus ideais.
Lutou princesa Isabel, contra escravagistas a favor da liberdade.
Lutou Lady Daiana contra a opressão majestosa da sociedade britânica .
Lutou Leila Diniz, pelo direito a liberdade de expressão.
Lutaram as Marias e Clarices, todos os dias, madrugando para pegar ônibus e enfrentrar  quase dez horas de jornada de trabalho.
Lutam as enfermeiras, as garis, as donas de casa, as médicas, as faxineiras, as domésticas, as pedreiras, as professoras, as empresarias, as motoristas de ônibus, as costureiras, as advogadas, as mães ...
Lutaram por um mundo de igualdades, onde elas não precisariam ser submissas, lutaram para terem voz, lutaram para serem ouvidas, lutaram por equiparação salarial, lutaram pelo direito de mandar no próprio corpo, lutaram pelo direito de serem chefes de família, sem uma presença masculina, lutaram pelo direito de poder escolher uma profissão, onde antes somente homens ousavam pisar. Todas juntas, lutaram pelo fim da violência contra a mulher, lutaram pelo direito de dizer não, sem levar uma surra por isso.
Lutaram pelo direito ao voto, lutaram pelo direito a se candidatar a cargos dominados pelos barbudos, lutaram pelo direito de assumir seus relacionamentos alternativos, lutaram pelo direito a presença onde antes era simplesmente inadimissivel .
Algumas se tornaram símbolos desta luta.
Algumas se tornaram até presidentes.
Muitas se desvirtuaram, se perderam no caminho...
Algumas entenderam errado o sentido da palavra liberdade, e acabaram virando reféns.
Reféns  da ignorância , reféns da vulgarização dos corpos, reféns do toma-la-da-ca, reféns da vaidade, reféns da sexualidade exacerbida...
Perdemos todas nós  mulheres, que levamos anos e anos, pra conquistar alguns direitos, que levamos anos e anos para podermos andar de cabeça erguida e dizer, eiiii, nós estamos aqui, somos capazes, somos seres humanos, temos os mesmos direitos, não estamos aqui apenas para procriar, satisfazer os desejos masculinos, esfolar a barriga no fogão.
Temos capacidade, temos a força de constituir família, temos a força de gerar vidas, temos a força, de continuar levantando a cada rasteira da vida ...
Temos  força até  para superar o preconceito...

A  cobrança que paira sobre mães e esposas é muito grande, sem falar que , quando se vê obrigada a trabalhar fora para ajudar seus companheiros no orçamento, ficam divididas entre o papel de mãe, e o de trabalhadora.

E como fica o lado feminino da mulher, que tem que estar sempre linda ,cheirosa, bem humorada, com disposição e arrumada para seu amor?

O lado afetivo sempre é o mais afetado, nem todos os companheiros são compreensivos e nem todos aceitam dividir tarefas, tanto assumindo um compromisso maior na educação dos filhos , quanto tentando entender o quão difícil é a jornada dupla, ou até tripla, da mulher…


A princesa cresceu, e no lugar de sapatinhos de cristal ela usa sapatos de segurança...


Marlise Julião

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A insustentàvel leveza de caráter


A insustentàvel  leveza de caráter

Sempre tivemos duvidas a respeito desta questao, se carater è fruto de  hereditariedade, ou do ambiente em que fomos criados e convivemos.
Vemos cada vez mais verdades sendo distorcidas e a dignidade indo parar no ralo, pois a  ridícula cultura do brasileiro, de querer sempre se dar bem, sem esforço nenhum, esta enrustida em nosso âmago, e infelizmente, nossos jovens tendem a seguir esses exemplos.
Quantos de nossos jovens se perderam na dura vida do tràfico, na ânsia de enriquecer com a falsa ideia de que podemos vencer na vida sem qualquer esforço, na ilusão de que caráter tem preço, na falsa ideia que uma roupa de grife  cobrira a falta de estudo e a retidão de princípios.
Como podemos explicar para nossas crianças, que o “modus operandi” de alguns de nossos políticos é totalmente inadequado, que tomar posse do que não é nosso é algo gravíssimo, é roubo, passível de cadeia, e baseado em que falaremos isso, se todos nòs sabemos que na grande maioria das vezes,  ladroes de colarinho branco,  não vão  para a cadeia, que a força da lei alcança somente os ladrões de galinha. Como podemos ensinar aos nossos filhos tais princípios, se na contramão da educação paterna, vemos programas de televisão, onde caráter e honestidade passam longe.
Um programa de televisão, onde um  pais todo  para pra espionar fantoches previamente escolhidos a dedo, protagonizado por mulheres gostosonas e seus  glúteos  polpudos, recheadas de silicone e malicia, juntamente com rapazotes bombados  com seus  hormônios a flor da pele, de gosto e caráter duvidoso.
A falta de dignidade passada em horário nobre, como nestas novelas, em que tudo é permitido em nome da vaidade, onde valores primordiais são deixados de lado, em favor do “se dar bem na vida”.
Causa-nos arrepios ver a maneira fútil com que a vida é mostrada através da TV.
Pra que estudar? Se todos os dias temos exemplos de jovens que viraram celebridades instantaneas, largaram seus estudos e hoje vivem da mídia negativa, da mídia que explora, suga e depois descarta feito lixo.
Como é árdua a vida dos pais e mães do século XXI, parabenizo aqueles que tem conseguido de maneira equilibrada educar seus filhos, numa época totalmente tomada pela comunicação via internet e televisão.
Pode parecer banal, mas pais que usam o controle remoto e mudam de canal, podem estar transformando futuro de seus filhos...
Saudade da infância inocente, sem dúbias verdades, saudade da TV feita para entreter e não erotizar, saudade das estórias contadas por nossos avòs a beira dos fogões a lenha, saudade do tempo em que crianças de doze anos se preocupavam apenas em brincar e estudar, saudade da velha e batida frase e  “eles foram felizes para sempre”....

Marlise Juliao


sábado, 12 de janeiro de 2013

Perspectivas




Perspectivas




Se fossemos analisar a numerologia, de acordo com os mais pessimistas, teoricamente  ou cosmicamente falando, estariamos  no ano do “azar”, afinal  estamos em 2013.
Sendo eu da turma do contra,  acredito que 2013 sera um ano de muitas possibilidades .
Não é uma data, ou um numero, que fará com que nossos dias sejam espetaculares ou um caos.
Mais do que qualquer outra coisa, o sucesso  esta ligado ao nosso bem estar e   paz de espírito.
Possuimos uma fonte geradora de energia positiva, de poder inimaginável.
Cada pessoa tem um ponto“G”,  não me refiro aquele famoso ponto feminino, mas a um botão liga/desliga, e que nos faz “funcionar”, chamado auto-estima.
Muitas vezes esse botão é travado, por fatores emocionais, fatos passados, e que ficam la, emperrado, podando nosso crescimento pessoal e profissional.
Passamos a culpar e a responsabilizar o nosso insucesso, aos números negativos, ao  nosso horóscopo,  ou aquele nosso amigo(a) invejoso(a), quando na verdade, tudo isso, são fatores que jamais nos influenciariam, se estivessemos com nossa auto estima em dia.
Boas vibrações a todos nos!

Marlise Julião 

O amor ao alcance de um clique.




O amor ao alcance de um clique.

Dentre as muitas faces do amor moderno, sem duvida, as que mais se destacaram, cresceram  e ganharam adeptos, foram os namoros atravès das redes sociais.
Pipocaram sites de relacionamentos, onde com um simples clique, voce encontra o amor de sua vida. 
Mas que maravilha!!! Bingo!
Grande visionário, criatura geniosa, quem reinventou  a maneira de amar, que consegue fazer, o que nem Santo Antonio, macumba, ou seja la a mandinga que for, desencalhar moçoilas sofredoras, que ha décadas esperavam por "príncipes" encantados.
Maravilhas tecnologicas, como o photoshop, maquinas digitais, celulares de ultima geraçâo, tomaram o lugar de velas, terços e simpatias.
 Quando acessamos estes sites de relacionamentos, vemos perfis, com mocinhas,senhoras e pasmem, até homens fazendo biquinho, olhinhos sonhadores, em fotografias tiradas nos mais diversos angulos, e que deixam até um celibatário e moças recatadas com a cabeça nas nuvens.
 Ora pois, Santo Antonio agradece o sossego, e se livra de ficar dias de pernas pro ar.
Porem, na contramão dessa moderna forma de amar, descobriu-se um problema ainda maior que mocinhas encalhadas e seres solitários.
Traiçoes cibernéticas escancaradas perambulam pelas fibras óticas mundias,  desnudando perversões reprimidas a séculos.
Casamentos acabados, famílias desestruturadas, sem falar nos pervertidos.
Sofremos um pandemônio de emoções e pagamos altíssimos preços por essa prazeirosa banalização do amor.
O “Eu te amo”, virou clichê barato, propagado aos quatro ventos.
Não nos sentimos a vontade para dizer  “eu te amo” para pessoas de carne e osso, como nossos irmãos , pais e amigos, mas dizemos “eu te amo” para pessoas que vemos através de gélidos monitores de 17 polegadas.
Sem parecer nostálgica ou démodé, ou tampouco entregar a idade de ninguém, mas que saudade das cartinhas perfumadas, dos platônicos e sofridos amores, que demoravam anos a serem declarados, mas que vinham acompanhados de uma emoção avassaladora.
Que me perdoem os moderninhos mas, olho no olho , mãos tremulas e coração palpitando, ainda é o melhor jeito de amar...

Marlise Julião

sábado, 22 de setembro de 2012

Primavera...

 
 
 
A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera...


Cecilia Meireles



sábado, 21 de julho de 2012

Indignação ....




Revolta, revolta é o que sinto ...
Estou revoltada como mulher e como torcedora, cada vez que leio sobre o corte da jogadora de basquete da Seleção Brasileira Iziane .
Durante anos e anos vimos noticiado na imprensa, fugas espetaculares de  jogadores de futebol, burlando segurança e treinadores, fazendo orgias e festeres até o sol nascer, não com suas namoradas, mas com piriguetes e adjacências e nunca foram expulsos.
Vimos estes mesmos jogadores gabando-se de suas peripécias, onde haviam 10 mulheres para cada homem.
Sem falar nos casos de bebedeiras homéricas, e que no dia seguinte, assistíamos estes mesmos jogadores, arrastando-se em campo.
E NUNCA vimos nenhum ser expulso de qualquer time, ou da Seleção.

Agora as vésperas das Olimpiadas de Londres, Iziane, que sempre foi exemplo de dedicação e entrega total a Seleção Brasileira de Basquete, foi expulsa, por ter levado o NAMORADO para dormir no hotel onde estava concentrada.
Que marmota é essa?

Em pleno século vinte e um, nós  mulheres ainda recebemos tratamento diferenciado, apenas porque somo mulheres?
Ainda estamos sobre o domínio machista, de dirigentes dinossauros, que se acham no direito de punir uma mulher por ter estado com a pessoa que AMAVA, enquanto na contramão disso, nunca tiveram tiveram coragem, pra punir os Ronaldinhos da Vida, os Adrianos e todos os jogadores que ja pintaram e bordaram, bem nas barbas destes senhores mandatarios.

 Não senhoras, não é só o Brasil quem perde, perdemos nós  mulheres, que levamos anos e anos, pra conquistar alguns direitos, que levamos anos e anos para podermos andar de cabeça erguida e dizer, eiiii, nós estamos aqui, somos capazes, somos seres humanos, temos os mesmos direitos, não estamos aqui apenas para procriar, satisfazer os desejos masculinos, esfolar a barriga no fogão.
Temos capacidade, temos a força de constituir familia, temos a força de gerar vidas, temos a força, de continuar levantando a cada rasteira da vida ...

Temos  força até  para superar o preconceito....



Marlise Julião

terça-feira, 3 de julho de 2012

Pede .....






Me pede, sossegue,

Eu vou te dar...

Um beijo, um amasso ...

Um chamego, no aconchego , meu colo, teu solo,

 Faz  germinar...

Tua essência meu olfato  teima em sorver,

Absorta, envolta  em  prazer...



Marlise Julião

Sexo é bom....Sexo com amor ,melhor ainda .....

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